- Hoje é domingo – disse.
- Pois é – concordou o marido.
E ela queria tanto mas tanto tanto que ele dissesse o nome dela assim bem devagarinho Al-zi-ra como se as sílabas fossem uma casquinha de sorvete quebrada entre os dentes e quase perguntava como é mesmo o meu nome? você lembra do meu nome? mas não adiantaria ele apenas a olharia surpreendido e se dissesse seria um dizer mecânico não aquele dizer denso lindo fundo e ela não queria isso não queria. Então falou:
- Dia de dormir até tarde.
E dormiu.
Caio F. em “Inventário do Ir-remediável”
Notes